quarta-feira, 28 de julho de 2010

Amizades e Recordações



"Havia um tempo em que eu viva um sentimento quase infantil. Havia o medo e a timidez, todo o lado que vc nunca viu..."


( Renato Russo )



É engraçado olhar para trás e ver que realmente houve um tempo onde os sentimentos eram quase infantis. Sentimentos esses que eram tão faceis de lidar, tão faceis de serem correspondidos. A amizade que nascia no colegio e que perduraria por toda a nossa vida, pelo menos era o que achavamos. Ninguém pensava em trabalhar, seguir carreira, ninguém queria ir para a capital ou para outro estado. A vida era fácil, uma simples brincadeira com uma garrafa pet no pátio do colégio, sem deixar que o vigia nos pegasse, era o bastante para fazer a felicidade borbulhar. Por falar em felicidade, ainda lembro das tardes de aulas vagas, e dar rodas de amigos em torno de um violão. Dos finais de semanas que se revezavam entre as casas de cada um de nós. Bebida, comida e o mais importante, muita música. Como era bom soltar a vóz sem precisar saber o que é um tom, sem se preocupar se estava cantando certo, o importante era cantar. Havia toda uma timidez, é claro. Mas não ali, não entre aqueles amigos que sem nem um pudor dividiam uma garrafa de refrigerante e uma sacola de pão de queijo em plena praça. Viamos muitos olhares de reprovação, sim é claro que viamos. Mas todos nós sabiamos que por trás daquela reprovaçao havia uma grande vontade de estar ali, havia uma grande fome. Não fome do pão, mas sim fome de amizade. Como é mesmo aquela frase tão batida? Ah! Lembrei. " Eu era feliz e não sabia "

E como era feliz. O primeiro amor que trazia consigo medos constantes e emoções únicas. Os medos se tornavam pequenos, pois, sempre havia dentre todos os amigos, um que poderiamos confidenciar e pedir um conselho. Sempre havia dentre todos os amigos, os outros que farião piadas do mais novo apaixonado da turma.

Em fim, aquelas amizades que nasceram no colegio e que pensávamos perdurar por toda a nossa vida, hoje vejo que elas perduram. Não nos vemos mais todos os dias, não existe mas rodas de violão, nem pão de queijo e refrigerante na praça. Mas existem as lembranças, recordações que não saírão de mim, e sempre que lembrar dessas amizades, estaremos juntos de novo.


By João Victor

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